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CBIC e o retrato do mercado imobiliário nacional

CBIC e o retrato do mercado imobiliário nacional

Você sabia que o setor imobiliário foi o responsável por puxar o crescimento da construção no segundo trimestre? A
Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) traz, periodicamente, um panorama do mercado imobiliário nacional e
esse é apenas um dos dados levantados por ele.

Quer saber mais sobre como está o mercado imobiliário nacional e na RMBH?

Acompanhe o nosso artigo! Boa leitura!

Os indicadores imobiliários nacionais de acordo com a CBIC

No segundo semestre de 2019, o mercado imobiliário nacional teve alta de 96% em lançamentos, em relação aos três meses
anteriores. Esses resultados foram apresentados pelo presidente da CBIC, José Carlos Martins, em coletiva de imprensa.

Ainda que os novos imóveis estejam impulsionando o mercado, Belo Horizonte conta com imóveis amplos e resistentes à ação
do tempo, localizados em bairros tradicionais da cidade. Com arquitetura antiga, alguns deles estão à venda e são ótimas
opções para morar!

De todo modo, compreender os dados da CBIC ajudam a entender o mercado imobiliário local e pensar nas melhores formas de
investir.

Veja, a seguir, algumas conclusões do relatório.

Lançamentos

 

O grande destaque foi para os lançamentos, que teve um aumento de 11,8% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.
Esse percentual é a nível nacional e também aumentou 15,4% na comparação do semestre.

Entretanto, em Belo Horizonte houve uma queda de 32,3% das unidades lançadas. Ainda assim, a região Sudeste aparece com
destaque nacional. Foram 21.044 unidades residenciais lançadas, de acordo com a CBIC.

Vendas

Em relação às vendas, nacionalmente elas apresentaram aumento de 16% em relação a 2018::32.813 unidades. Só na região
Sudeste, foram 19.233. Contudo, Belo Horizonte e sua Região Metropolitana (RMBH) aparecem com decréscimos desses
números.

A título de curiosidade, a região de Belo Horizonte abrange Nova Lima. Enquanto isso, são consideradas RM de BH as
cidades de Betim, Contagem e Santa Luzia. De todo modo, não são trazidos números específicos para essas localidades. A
CBIC só divulga o percentual nacional médio das cidades que tiveram redução das vendas.

Lançamentos x Vendas: números otimistas

Se analisarmos as categorias acima de maneira isolada, nossa interpretação fica prejudicada. Vimos, por exemplo, que
tanto os lançamentos quanto as vendas caíram no último trimestre. Somente com esses dados, acharíamos que em Belo
Horizonte o “mar não está para peixe”.

Contudo, o mercado imobiliário de BH e região tem comemorado números positivos. Em junho, foram lançadas 256 unidades de
apartamentos e vendidas 335, de acordo com o Sindicato da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon – MG).Com isso,
note que as vendas estão superando os lançamentos. Como consequência, é natural que os estoques de imóveis em BH estejam
abaixando.

Na prática, isso significa que o preço do metro quadrado na cidade tende a avançar.

Estoques abaixando, preços aumentando. É a famosa oferta e demanda. Com isso, é natural que o interesse por lançar novos
imóveis aumente. Afinal, o ganho será maior ainda, certo?

O que acontece é que demora um pouquinho até um imóvel sair da planta e, talvez esse seja o melhor momento para
investir: a transição. Já que daqui a pouco a oferta será maior novamente e os preços consequentemente mais baixos.

Voltando ao relatório, em relação ao contexto nacional, a região Sudeste aparece com grande peso nos lançamentos e
vendas totais. São 43,6% e 53,3% do total de imóveis, respectivamente. Também é a região que mais concentra as unidades
lançadas e vendidas pelo programa Minha Casa, Minha Vida. São 8.343 unidades lançadas e 7.819 vendidas.

Dessa forma, é possível perceber a tendência promissora do Sudeste. Isso contribui para elevar as expectativas para Belo
Horizonte, como veremos a seguir.

Projeções: os próximos meses do mercado imobiliário

Em geral, as perspectivas para todo o país são boas. Em sua coletiva de imprensa, a CBIC divulgou expectativa de um
crescimento entre 10% e 15% nos lançamentos e vendas de imóveis no final de 2019, em relação ao ano passado.

Isso se deve aos projetos financiados por meio de recursos oriundos das cadernetas de poupança. Outro fator é a maior
estabilidade nos negócios para projetos com recursos do FGTS. Dessa forma, a CBIC reforça a ideia de que o mercado segue
se recuperando, trazendo otimismo para o setor imobiliário como um todo.

De qualquer maneira, é preciso cautela na hora de analisar esse mercado. Os dados da CBIC, por exemplo, costumam agrupar
os resultados por macrorregião. Por isso, é essencial complementá-los com outras fontes, para que a compreensão fique
mais próxima do que de fato está acontecendo.

Pensando nisso, outro número importante para o setor é o índice FipeZap. Vamos saber um pouco mais sobre ele? Continue a
leitura!

O índice FipeZap: preços de imóveis anunciados

Esse índice é importante por ser o primeiro indicador que acompanha preços de venda e locação de imóveis com abrangência
nacional. Vamos analisar os resultados dos últimos números divulgados, mês a mês?

Junho

Em junho, o preço de locação de imóveis residenciais em Belo Horizonte teve queda de 0,52% em relação ao mês anterior
(maio). Porém, comparados aos últimos 12 meses, houve aumento de 5,36% nos preços.

O valor médio para alugar o metro quadrado em BH fechou em R$ 21,49. Quer saber se o valor do seu aluguel está de acordo
com o mercado? No ranking nacional, a cidade aparece atrás de capitais como São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Recife,
Florianópolis, Porto Alegre e Salvador.

Já no ranking local, a Savassi sai na frente. Lá, o preço médio do metro quadrado para locação residencial é de R$
37,65. Inclusive, você sabia que a taxa de retorno da locação em comparação a poupança nessa região é de 0,6%?

Outros destaques são o Belvedere (35,21), o Lourdes (30,48), o Funcionários (28,79) e o

Imóveis de uso comercial

Também é interessante entender o comportamento dos imóveis de uso comercial — especialmente se você interesse em
empreender. O preço médio de locação comercial no último mês ficou da seguinte forma (do maior para o menor, R$/m²):

  • São Paulo: R$ 49,95;
  • Belvedere: R$ 49,49;
  • Alpes: R$ 48,90;
  • União: R$ 43,86;
  • Santo Agostinho: R$ 43,37;
  • Belo Horizonte: R$ 29,43.

Enquanto isso, o preço médio do m² disponível para venda foi de R$ 7.451.

Maio

Em maio, o preço médio de locação residencial teve alta de 0,33%, superando a inflação no mês. Porém, os preços de
imóveis residenciais à venda recuaram em 0,06%. Nesse mês, o valor médio do m² para locação residencial em Belo
Horizonte foi de R$ 21,60. Por outro lado, o valor médio para venda foi de R$ 6.289.

Imóveis de uso comercial

No caso de salas e conjuntos destinados à locação, o valor médio do m² foi de R$ 29,52. Para os imóveis colocados à
venda, R$ 7.440. Ambos valores aumentaram em relação ao mês de abril, como pode ser observado a seguir.

Abril

Em abril, o valor médio do m² para locação residencial em BH foi de R$ 21,65. Por outro lado, o valor médio para venda
foi de R$ 6.296.

Imóveis de uso comercial

Para as salas e conjuntos destinados à locação, o valor médio do m² foi de R$ 29,40. Enquanto isso, para os imóveis
colocados à venda, foi de R$ 7.400.

Analisamos apenas três meses e já dá para perceber que esses índices estão em constante variação.

Dessa forma, o acompanhamento mensal é importante para viabilizar boas decisões de investimento. Assim, fique de olho
nos nossos resumos sobre o retrato do mercado imobiliário nacional!

Fique por dentro das últimas atualizações da CBIC e aprenda mais sobre os fundos de investimento imobiliário!

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