Como a economia colaborativa tem movimentado o mercado imobiliário

Como a economia colaborativa tem movimentado o mercado imobiliário

O mundo não permanece o mesmo, concorda? Com novas necessidades e possibilidades, surgem tendências em todos os aspectos. Do ponto de vista do consumo, a economia colaborativa merece destaque. Responsável por gerar 335 bilhões de dólares no mundo, até 2025, ela só tende a crescer.

Essa nova forma de consumir e de viver tem movimentado, entre outros, o mercado imobiliário. Não faltam alternativas que geram, inclusive, jeitos inéditos de investir e obter um bom retorno.

Para não ficar de fora, conheça todo o potencial da economia colaborativa e descubra quais mudanças ela tem consolidado!

O que é economia colaborativa?

Durante muito tempo, a posse de bens e a contratação individual de serviços foi o modelo principal de consumo. Com as transformações no comportamento nos últimos anos, foi criado o cenário perfeito para a economia colaborativa.

Essa possibilidade se baseia no consumo de forma coletiva. Nele não há apenas uma pessoa “responsável” pelo processo. É por isso que a tática se manifesta no compartilhamento de bens, no qual um mesmo item pode ser alugado várias vezes.

Também tem a ver com serviços sob demanda que atendem a necessidades específicas. Isso ajuda a gerar um corte de gastos e evita desperdícios, por exemplo. Ela ainda tem sido usada para complementar a renda. Como é versátil e flexível, é um modo de obter novos ganhos.

Principalmente sendo fruto de uma mudança que inclui aspectos culturais, tecnológicos e mercadológicos. Com uma população crescente, sedenta por sustentabilidade e facilidades tecnológicas, esse novo jeito de consumir se tornou possível.

Quais os cases de sucesso?

Nos últimos anos, pudemos ver uma verdadeira explosão de serviços baseados na economia colaborativa. O Uber, por exemplo, tornou-se uma empresa bilionária ao oferecer transporte particular, usado por milhões de pessoas graças ao aplicativo.

No mundo todo, o serviço já realizou mais de 10 bilhões de viagens — o que significa mais de uma por habitante do planeta. Hoje, seu valor de mercado é de 82 bilhões de dólares, o que a coloca como uma das maiores do mundo.

No ramo de alimentação, temos o iFood. O serviço une clientes aos seus pratos favoritos, com entregas fáceis. E, por falar na movimentação, o Rappi surge como uma alternativa para fazer qualquer transporte/entrega de forma flexível — inclusive, de comida.

No setor de imóveis, há o Airbnb. Aluguéis temporários sem complicações. Desde seu início, já foram mais de 500 milhões de hospedagens, em 81 mil cidades de 191 países. Ao total, são quase 6 milhões de ofertas e ganhos de 65 bilhões de dólares para os proprietários.

Já as empresas Yellow e Grin se juntaram e são grandes diferenciais para compartilhar bikes e patinetes. Ao total, já contam com mais de 10 milhões de “viagens” só na América Latina.

Tanta inovação trazida por essas startups causa impactos em vários níveis. O Uber e o Airbnb motivaram mudanças na legislação, de modo que muitos lugares optaram por regulamentar as atividades.

Além disso, há a geração de empregos e renda, modificações na cultura e surgimento de outras tendências. Com a integração da tecnologia na vida das pessoas, esse movimento, só tende a se fortalecer.

Como a economia colaborativa afeta o mercado imobiliário?

O Airbnb não é a única mudança gerada pela economia colaborativa no mercado imobiliário. Podemos notar muitas outras alterações nesse segmento, com novidades que garantem, inclusive, novas vantagens. Quer ver?

O modo de investir, por exemplo, tem se transformado. Agora, adquirir imóveis comerciais tem um novo foco: a febre dos co-workings. Esses espaços coletivos de trabalho permitem que profissionais e até startups, em desenvolvimento, compartilhem o ambiente e sua estrutura. Com um valor em conta para cada contratante, fica possível faturar e aumentar o rendimento.

Além dos escritórios compartilhados, também há as casas nesse estilo. O coliving faz com que várias pessoas morem juntas e dividam despesas e funcionalidades. Há, ainda, a chance de fazer investimentos por cotas. Cada um tem uma participação na compra do imóvel residencial e recebe um lucro proporcional com a venda ou aluguel.

E o compartilhamento não para por aí! Os galpões podem se transformar em centros de distribuição coletivos para várias empresas ou em negócios de self storage. Nesse caso, cada cliente tem a sua unidade de armazenamento, mas todas estão no mesmo local.

Dá para ver que, no mercado imobiliário, a tendência é aproveitar o espaço ao máximo, com várias pessoas e serviços. E faz sentido, considerando o aumento das cidades e como os ambientes têm se tornado mais valiosos.

A tendência veio para ficar?

Ainda que traga muitas novidades, a economia colaborativa surge como algo que vai além de uma “moda” passageira. Ela tem a ver com a inevitável transformação pelas quais passamos, como sociedade.

Já que existe tanta tecnologia no cotidiano, por que não usá-la para facilitar a vida? Os aplicativos de serviços, então, surgem como a alternativa natural. E como não existe nenhuma tendência de haver menos recursos digitais na rotina (pelo contrário), dá para esperar mais intensidade nesse sentido.

Também há transformações culturais, com o impacto de novas gerações que têm outras preocupações. Além da sustentabilidade e proteção do planeta, as pessoas estão interessadas em mobilidade, flexibilidade e personalização. Com a economia desafiadora, o modelo coletivo se consolida.

Então, faz sentido esperar que a economia colaborativa se torne cada vez mais forte. Para quem deseja investir — especialmente, no mercado imobiliário —, é muito importante entender essa fase e o que virá. Assim, dá para aplicar com inteligência e eficácia.

Por outro lado, não significa que formas “tradicionais” devam ser descartadas. O investimento imobiliário permanece como uma boa pedida. O que muda, daqui para frente, é o modo como isso é oferecido, então vale fazer escolhas melhores.

A economia colaborativa, que já é uma realidade muito presente, só promete se fortalecer com o tempo. Ainda que as formas inéditas assustem um pouco na hora de investir, também é algo que traz outras possibilidades. No mercado imobiliário, conte com o apoio de especialistas para tomar ótimas decisões e atender a essas novas necessidades.

E, por falar em aplicações, vale conhecer melhor os fundos de investimento imobiliário. Eles já estão consolidados, mas ganham novos contornos. Então, o ideal é não ficar de fora!